A gnoseologia é uma
área do saber que estuda o conhecimento e reflete sobre duas questões que
dividem a opinião. Podemos conhecer a realidade? Conhecemos a partir da razão
ou a partir dos cinco sentidos? Nesta
reflexão vou apresentar as possíveis respostas a cada questão e explicar os
argumentos que sustentam as diferentes perspetivas. No final irei também dar a
minha perspetiva pessoal sobre o assunto.
O problema da possibilidade
do conhecimento foi, desde sempre, um problema que não conseguiu reunir
consenso. Por um lado, os céticos não acreditam no conhecimento, isto é,
consideram que o conhecimento não é possível de ser alcançado, porém os
dogmáticos já acreditam nessa possibilidade e consideram que tudo o que
conhecemos é certo e fiável. O outro problema do conhecimento centra-se na
origem ou fonte, isto é, os racionalistas acreditam no poder absoluto da razão
e os empiristas consideram-na uma tábua rasa, uma folha em branco onde nada
está escrito sem primeiro ser filtrado pelos sentidos.
Os racionalistas, como
Descartes, acreditam que o conhecimento provém da razão, do cogito, e utilizam
os juízos a priori, que partem da natureza humana, intuitivos e universais são
os únicos de confiança. Acreditam, também que, usando a dúvida metódica, provisória,
universal, hiperbólica e sistemática, podem chegar ao conhecimento indubitável.
Para chegar à verdade clara e distinta, Descartes formula um percurso que o
auxilia durante esse caminho: a incerteza dos 5 sentidos (estes não são
confiáveis), a dificuldade de distinguir a vigília do sono, os erros nos
raciocínios matemáticos e a possibilidade da existência de um Deus enganador
(génio maligno).
Por sua vez os
empiristas, como David Hume, acreditam que a origem do conhecimento é a
experiência, os cinco sentidos, e utilizam os juízos a posteriori (“a
consciência cognoscente não tira os conteúdos da razão, tira-os exclusivamente
da experiência”), que partem apenas do que esta prova apresenta.
A meu ver, estas teorias têm pressupostos diferentes. Se o racionalismo
afirma a universalidade e necessidade dos juízos a prori, o empirismo,
proveniente da ciência afirma que os juízos a posteriori são provisórios e por
isso contingentes. Pese embora este facto considero que o empirismo é mais
apropriado, já que, é muito usado nas ciências e facilita na conceção de muitas
descobertas científicas, introduz novos conhecimentos sendo fértil nas ideias. Portanto, “o empirismo opõe-se à tese do racionalismo”, cada uma
com uma ideia diferente sobre a possibilidade e origem do conhecimento.
Diana Rocha, Nº4, 11ºA